sexta-feira, 22 de março de 2013
A importância da Biodiversidade
Entramos neste espaço de reflexão e partilha com a temática da biodiversidade. Faço-o lançando , e antes de um aprofundamento subsequente, a questão da relevância, ou da importância, da Biodiversidade. Será que para além das preocupações éticas , que parece já terem penetrado e integrado o âmbito dos saberes leigos, a sua importância se deve procurar mais incisivamente no domínio da manutenção dos Ecossistemas e da dependência da humanidade dos serviços dos ecossistemas, para a sua sobrevivência e bem-estar ?
A meu ver são ambos componentes essenciais da relevância que hoje é atribuída à Biodiversidade. De facto, e no decurso do conjunto de fenómenos que revelam as Alterações Climáticas (AC) a que a ação antropogénica tem junto um contributo potenciador, relevam (em paralelo com um certo número de questões éticas inserida na problemática da relação homem-natureza) a articulação entre os serviços dos ecossistemas e a mitigação das AC, com a sua dependência sustentada na Biodiversidade. Assim e neste entendimento se têm juntado mais razões à necessidade da sua defesa e promoção.
A Biodiversidade é vital à sobrevivência e bem-estar da humanidade, mais que não seja esta razão marcadamente antopocêntrica serve para justificar o seu incontornável papel e relevância.
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Ainda que as motivações para a conservação da biodiversidade possam ser antropocêntricas, a sua importância se deve à manutenção dos ecossistemas, onde não só a humanidade como todos os seres dependem de um equilíbrio dinâmico para sobreviverem. Por exemplo, o estudo realizado por Christie et al (2006) apontaram que em Northumberland (Escócia), o grupo pesquisado apenas se preocupava com os serviços ecossistêmicos que pareciam afetar diretamente o seu bem estar. Utilitarista, mas ainda assim significativo... Melhor esse argumento do que a despreocupação...
ResponderEliminarPorém, entendo que devido à amplitude e diversidade do próprio conceito de biodiversidade, o entendimento do público, muitas vezes leigo nesse assunto, pode tornar-se superficial ou mesmo equivocado. Consequentemente, gera discrepância entre os critérios para a conservação utilizados pelo publico e pela ciência, fato que pode prejudicar, por exemplo, a compreensão por parte da população de porque tal área precisa de esforços específicos para que a sua biodiversidade seja conservada.
Como exemplo, cabe citar Christie et al (2006), que constataram que em Cambridgeshire (Inglaterra) e Northumberland (Escócia), o conceito antropocêntrico de biodiversidade abrangem o carisma da espécie, o seu grau de perigo de extinção, a importância a nível local e a sua raridade. Por outro lado, o conceito ecológico consideram a importância da espécie, sua função no ecossistema, as espécies de maior ocorrência e a saúde do ecossistema. Assim, enquanto o conceito ecológico está voltado para a qualidade ambiental e os processos ecossistêmicos, o conceito antropocêntrico foca na raridade das espécies e no pouco ou muito conhecimento das espécies da vida selvagem.
Marília Fonseca
Christie M, Hanley N, Warren J, Murfy K, Wright R & Hyde T 2006, Valuing the diversity of biodiversity, Ecological Economics, vol. 58, pp. 304– 317
Caro Vitor:
ResponderEliminarA biodiversidade é, como todos sabemos fundamental para o futuro do planeta. Por isso é bom começarmos estes espaços de reflexão como o fizeste, pela exaltação da sua relevância para o futuro coletivo de todas as espécies do mundo, que citando Viriato Soromenho Marques é um FUTURO FRÁGIL.
Penso que questões como a sustentabilidade, biodiversidade, alterações climáticas,etc já entraram no dicionário de largos setores da população (se entraram nas suas práticas quotidianas já é mais questionável)e são preocupações dos "saberes leigos" como dizes.
Um dos principais objectivos estratégicos do nosso tempo, quer a nivel nacional quer internacional é promover a educação e reconhecer a importância coletiva da biodiversidade e através deste conhecimento aumentar a capacidade de compreensão à escala mundial.Devemos continuar a apostar na educação para a biodiversidade e a sustentabilidade (retirado e adaptado do vídeo da U.A.colocado na plataforma)e atribuindo valor intrínseco à natureza.
Os fenómenos naturais (Cheias, sismos, tsunamis, etc)que revelam as alterações climáticas, sendo de origem natural pois a natureza é que lhe dá corpo,normalmente têm na sua génese muito de antropogénico uma vez que as atividades humanas vão paulatinamente contribuindo para os desequilibrios que vâo alterando as condições ambientais.
Para o futuro é desejável que todos os homens e as suas instituções olhem para os ecossitemas com mais acuidade de modo a mitigar as alterações climáticas, não só considerando as necessidades atuais mas também as das gerações futuras.
Manuel Mestre.